IGMI-R ABECIP – JUNHO 2018
No mês de fechamento do primeiro semestre de 2018, 0 IGMI-R ABECIP mostrou uma pequena aceleração com relação a maio (0,08%). Um indicador relevante a partir deste resultado é a variação acumulada em 12 meses para o Brasil, que apresentou o primeiro resultados positivo desde agosto de 2015. Apesar desta reversão na tendência de queda dos valores nominais ainda não ser verificada em quatro das capitais analisadas, todas estas tiveram uma desaceleração no ritmo de queda da variação acumulada em 12 meses.
O destaque positivo para a variação acumulada em 12 meses é São Paulo, com 1,35%, mas a tendência de recuperação das capitais em geral pode ser vista comparando-se este resultado com o de Belo Horizonte, que apesar de ainda apresentar uma variação acumulada em 12 meses negativa (-0,66%), foi juntamente com Goiânia a capital onde ocorreu a maior variação positiva em junho (0,21%). O destaque negativo foi o Rio de Janeiro, que teve nova queda na margem no mês de junho (-0,19%), e a maior queda na comparação acumulada em 12 meses (-3,16%). Ainda assim, como mencionado anteriormente, mesmo no caso deste destaque negativo o ritmo de queda no acumulado em 12 meses vem tornando-se menos intenso, dado que nesta comparação o Rio de Janeiro havia registrado uma queda de -3,25% em maio.
Uma outra perspectiva da tendência de recuperação dos preços nominais dos imóveis residenciais pode ser obtida comparando as médias dos primeiros semestres de 2018 contra 2017, e 2017 contra 2016, como nas duas últimas colunas da tabela acima. Das nove capitais analisadas pelo IGMI-R, cinco passaram de variações negativas para positivas (São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Goiânia), enquanto três apresentaram quedas menos intensas (Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife). Fortaleza foi a única entre as capitais a registrar aceleração no ritmo de queda na comparação entre semestres, mas foi justamente aquela em que o ajuste de redução de preços verificado em todo o país começou mais tarde.
A recuperação dos preços nominais dos imóveis residenciais continua de forma lenta, assim como a dos preços reais, na medida em que os efeitos dos eventos de maio sobre os índices de preços ficaram claramente contidos aos períodos imediatamente subsequentes, não comprometendo a trajetória de longo prazo. Alguns indicadores apontam quedas significativas nos estoques de imóveis em algumas das capitais mais representativas nas comparações interanuais, colaborando para a tendência de recuperação dos preços. O principal fator de limitação para esta recuperação ainda está fortemente associado às incertezas econômicas e seus desdobramentos, do lado interno, e a um ambiente externo mais volátil que já surte efeitos negativos sobre a taxa de câmbio e a percepção de risco dos mercados emergentes.
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