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Em agosto, o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial - IGMI-R, subiu 0,87%, após variar 0,61% em julho. A taxa acumulada em 12 meses passou de 15,78% para 14,73%. O índice acelerou na comparação mensal e manteve a desaceleração no acumulado em 12 meses. 

 

Seis das dez capitais pesquisadas registraram aceleração das taxas de variação dos preços dos imóveis residenciais em agosto. As taxas mensais variaram entre queda de -0,23%, em Curitiba, e alta de 1,66%, em Porto Alegre. No acumulado de 12 meses, os resultados ficaram entre 8,63%, em Fortaleza, a 25,81%, em Recife.

O IGMI-R nacional avançou 0,87% em agosto, ante 0,61% em julho. A taxa acumulada em 12 meses recuou pelo quinto mês consecutivo. Depois de alcançar 19,76% em março o índice recuou para 14,73% em agosto. O índice acelerou na comparação mensal, enquanto no acumulado de 12 meses, manteve desaceleração. 

No Sudeste, as três capitais apresentaram alta nos preços dos imóveis na comparação mensal. Em São Paulo, a variação passou de 0,25% em julho para 0,81% em agosto. No Rio de Janeiro, avançou de 0,90% para 1,09%; enquanto em Belo Horizonte passou de 0,70% para 1,65%. No acumulado de 12 meses, as taxas ficaram em 12,54%, 10,81% e 13,07%, respectivamente.

No Nordeste, em Fortaleza os preços dos imóveis apresentaram leve crescimento de 0,41% em julho para 0,45% em agosto. Em Recife apresentaram decréscimo na variação recuou de 1,45% para 1,44%, enquanto Salvador apresentou menor queda em relação ao mês anterior, oscilando de -0,16% para -0,01%. No acumulado de 12 meses, Recife registrou a maior taxa do levantamento, com 25,81% da região, seguido por Salvador, com 19,20%. Fortaleza acumulou 8,63%.

No Sul, Curitiba registrou queda de 0,23% em agosto, após alta de 0,43% em julho. Em Porto Alegre, a taxa recuou de 2,28% para 1,66%. No acumulado em 12 meses, Curitiba registrou 21,19% e Porto Alegre, 16,66%.

No Centro-Oeste, Goiânia desacelerou, com a taxa mensal passando de 1,55% para 0,50%, enquanto Brasília acelerou de 0,20% para 0,93%. Em 12 meses, as taxas ficaram em 11,72% e 18,41%, respectivamente.

Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife apresentaram as maiores altas de agosto. Curitiba foi a única cidade a registrar queda no mês. Apresentaram redução da valorização do preço dos imóveis, apenas as Cidades de Recife, Curitiba, Porto Alegre e Goiânia. Na comparação em 12 meses, Recife e Curitiba apresentaram as maiores taxas, seguidas por Salvador, Brasília e Porto Alegre.

 

 

Entre janeiro e agosto de 2026, o IGMI-R acumulou alta de 6,56%, resultado inferior aos registrados no mesmo período de 2025 (10,19%) e de 2024 (9,00%). Apesar da desaceleração em relação aos dois anos anteriores, o resultado de 2026 permanece acima das taxas observadas entre 2016 e 2019 e em 2023. Na série histórica, os maiores resultados para o período foram registrados em 2025, 2021 e 2024, enquanto 2016 e 2017 apresentaram variações negativas.

O resultado nacional de 2026 também evidencia uma maior dispersão entre as capitais. As taxas acumuladas no ano variaram de 2,59%, observado em Fortaleza, a 12,04%, em Recife. Além de Recife, apresentaram resultados superiores ao nacional Porto Alegre (10,38%), Curitiba (8,82%), Goiânia (7,98%) e Brasília (6,85%). Salvador, com alta de 6,55%, ficou praticamente alinhada ao resultado nacional.

No Nordeste, Recife apresentou a maior taxa entre as capitais pesquisadas, com alta de 12,04% no acumulado de janeiro a agosto, enquanto Fortaleza registrou o menor resultado do levantamento, com 2,59%. Salvador apresentou variação de 6,55%, próxima à taxa nacional. Os resultados mostram, portanto, comportamentos distintos dentro da própria região.

No Sul, Porto Alegre acumulou alta de 10,38% e Curitiba, de 8,82%, ambas acima do resultado nacional. No Centro-Oeste, Goiânia apresentou alta de 7,98% e Brasília, de 6,85%, também superiores ao índice nacional, embora com menor distância em relação à média brasileira.

No Sudeste, as três capitais registraram taxas inferiores ao resultado nacional, demonstrando uma acomodação na pressão dos preços dos imóveis residenciais. São Paulo acumulou alta de 5,57%, Rio de Janeiro, de 5,46%, e Belo Horizonte, de 5,37%. O desempenho relativamente mais moderado das capitais da região contrasta com os resultados observados em Recife, Porto Alegre e Curitiba e contribui para a maior dispersão regional observada em 2026.

A evolução no período de janeiro a agosto reforça a desaceleração do IGMI-R em relação aos dois anos anteriores, mas o resultado de 2026 ainda se encontra em patamar superior ao observado na maior parte da primeira metade da série histórica. O comportamento das capitais, entretanto, permanece heterogêneo, com diferenças relevantes entre as taxas acumuladas no ano.

 

No período de 12 meses o acumulado do IGMI-R apresentou alta de 14,73% em 12 meses, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou variação de 6,56% no mesmo período. A diferença entre os indicadores, que era de 9,38 pontos percentuais em julho, diminuiu para 8,17 pontos percentuais em agosto.

A redução da distância ocorreu em um movimento combinado: a taxa acumulada do IGMI-R recuou de 15,78% para 14,73%, enquanto o INCC-M avançou de 6,40% para 6,56%. Assim, enquanto a variação dos preços dos imóveis residenciais perdeu ritmo no acumulado em 12 meses, os custos da construção apresentaram ligeira aceleração.

Apesar da redução observada em agosto, a diferença entre os indicadores permanece em 8,17 pontos percentuais, com a variação acumulada do IGMI-R acima da registrada pelo INCC-M.

A comparação entre os indicadores deve ser interpretada como uma referência para acompanhar a evolução de duas dimensões distintas do mercado imobiliário: os preços dos imóveis residenciais e os custos da construção. Embora possam apresentar relações ao longo do ciclo imobiliário, seus movimentos também respondem a outros fatores e, portanto, a variação dos preços dos imóveis não pode ser atribuída exclusivamente à evolução dos custos de construção.

 

 

No acumulado em 12 meses observado em agosto, o IGMI-R registrou alta de 14,73%, enquanto o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) registrou 5,09% no mesmo período. A diferença entre os indicadores era de 10,70 pontos percentuais em julho, diminuiu para 9,64 pontos percentuais em agosto.

A redução da distância entre os índices ocorreu principalmente pela desaceleração do IGMI-R, cuja taxa acumulada em 12 meses passou de 15,78% para 14,73%. No mesmo período, o IVAR permaneceu praticamente estável, passando de 5,08% para 5,09%. Dessa forma, enquanto a variação dos preços dos imóveis residenciais perdeu ritmo, a evolução dos aluguéis apresentou pouca alteração.

Apesar da redução observada em agosto, a diferença entre os indicadores permanece expressiva. A variação acumulada dos preços dos imóveis residenciais continua significativamente acima da variação dos aluguéis, com uma diferença de 9,64 pontos percentuais no período de 12 meses.

A comparação entre IGMI-R e IVAR permite acompanhar, sob perspectivas distintas, a evolução dos preços de venda dos imóveis residenciais e dos aluguéis. Embora esses mercados possam apresentar relações ao longo do ciclo imobiliário, os indicadores refletem dinâmicas próprias e não devem ser interpretados, isoladamente, como medida de rentabilidade ou retorno de um investimento imobiliário. 

 

 

No acumulado de 12 meses em agosto, o IGMI-R registrou 14,73%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 4,22% no mesmo período. A diferença entre os índices que era de 11,34% em julho, diminuiu para 10,51% em agosto.

Os dois índices apresentaram desaceleração no acumulado de 12 meses, mas em ritmos diferentes. O IGMI-R recuou de 15,78% para 14,73%, enquanto o IPCA, recuou de 4,44% para 4,22%. Com isso, embora a distância entre os indicadores tenha diminuído, a variação dos preços dos imóveis residenciais permaneceu significativamente acima da inflação ao consumidor.

Considerando a inflação acumulada no período, a variação de 14,73% do IGMI-R corresponde a um aumento real aproximado de 10,09% nos preços dos imóveis residenciais em 12 meses. O resultado indica que, no período analisado, os preços dos imóveis residenciais avançaram em ritmo superior ao nível geral de preços da economia.

A comparação entre o IGMI-R e o IPCA permite avaliar a evolução dos preços dos imóveis residenciais em termos reais, ao relacioná-los à variação do nível geral de preços ao consumidor. Entretanto, essa análise não representa, isoladamente, o retorno de um investimento imobiliário, que depende também de fatores como renda de aluguel, custos, impostos, vacância e demais condições da operação. 

 

Em agosto de 2026, o INCC-M acumulou alta de 6,56% em 12 meses e o IVAR registrou 5,09%. A diferença entre os indicadores passou de 1,32 ponto percentual em julho para 1,47 ponto percentual em agosto.

A taxa do INCC-M subiu de 6,40% para 6,56%, enquanto a do IVAR passou de 5,08% para 5,09%.

O INCC e o IVAR medem etapas diferentes do mercado imobiliário, mas podem apresentar relações ao longo do tempo. O aumento dos custos da construção pode limitar a oferta de novos imóveis e exercer pressão sobre os aluguéis. Esse efeito não é imediato nem pode ser atribuído apenas ao INCC. A variação dos aluguéis também depende da renda das famílias, da demanda, da disponibilidade de imóveis e das condições de cada mercado local.

A comparação com outros indicadores reforça o movimento observado no mês. Em 12 meses, o IGMI-R acumulou alta de 14,73%, acima do INCC-M, de 6,56%, do IVAR, de 5,09%, e do IPCA, de 4,22%. Embora a distância entre o IGMI-R e esses indicadores tenha diminuído em agosto, os preços dos imóveis residenciais permaneceram em ritmo superior ao dos custos da construção, dos aluguéis e da inflação ao consumidor.