Sandbox

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R)

A análise do Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) demonstra estabilidade, com uma leve desaceleração nas taxas de crescimento ao passar de 1,53% em fevereiro para 1,49% em março. No entanto, a taxa de variação interanual exibe um incremento significativo, movendo-se de 9,28% em fevereiro para 10,29% em março. Este aumento acumulado reflete ainda uma dinâmica positiva para o mercado imobiliário residencial, apesar das incertezas vinculadas ao desempenho macroeconômico do Brasil e do mundo que estamos vivenciando.

IGMI-R x IPCA

Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

       Fonte: IBGE e ABECIP

O cenário atual indica mudança na economia para o setor imobiliário. O aumento do IGMI-R/ABECIP, em contraponto à variação moderada do IPCA, aponta para uma recuperação do mercado imobiliário. A virada observada no início de 2024 parece indicar uma tendencia de recuperação para o setor, que pode estar conectada com a queda do IPCA e a consequente expectativa que havia, ao menos até março de 2024, da queda de juros.

A evidência de um crescimento real no mercado imobiliário, em um período caracterizado por uma inflação controlada, ressalta o potencial de investimento e a atratividade do setor.  Este momento destaca a resiliência e o dinamismo do mercado imobiliário como um componente crucial da economia, capaz de se adaptar e prosperar mesmo diante de desafios macroeconômicos.

Em março, o mercado imobiliário apresentou nas dez principais capitais crescimento, sendo que nove das dez cidades as variações superaram os de fevereiro. Destacando-se nesse grupo, Brasília que registrou variação mais significativa, com um salto para 3,08%. Já a maior aceleração da taxa interanual também ocorreu em Brasília, onde a taxa saltou de 7,37% para 10,51%. Ainda sobre a taxa interanual, Salvador foi a única cidade a registrar desaceleração, passando a taxa de 11,72% para 11,09%.

A variação acumulada pelo IGMI-R no primeiro trimestre de 2024 atingiu 4,24%, ultrapassando a taxa trimestral registrada para o mesmo período desde 2016, evidenciando o aquecimento do setor imobiliário em 2024. Essa tendência também foi observada em outras cinco cidades que fazem parte do índice, representando as quatro grandes regiões do Brasil, indicando que essa aceleração está distribuída por grandes cidades em todo o território nacional. Entre essas, as maiores taxas registradas no primeiro trimestre foram em Belo Horizonte com 9,12%, seguida por Curitiba com 7,01%, Brasília com 5,26%, Goiânia com 5,19% e Recife com 4,95%.

Apesar da taxa trimestral estar sujeita a influências sazonais, a aceleração observada em 2024 excede as marcas registradas para o mesmo período nos anos anteriores. Esse dado reforça o aquecimento do setor imobiliário, um fenômeno também evidenciado pela evolução da taxa interanual, uma medida não afetada por efeitos sazonais, demonstrando um aumento contínuo nos últimos meses.